quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Visita à Instituição “Terra dos Homens” - Amarante

No dia 10 de Fevereiro de 2009, no âmbito da disciplina de Área Projecto, o grupo da reintegração social, dirigiu-se a Amarante, à instituição Terra dos Homens, para lá obter mais informações acerca da mesma.

Numa entrevista a uma técnica da segurança social ficamos a saber que a instituição existe à dez anos;

As crianças com quem a instituição trabalha normalmente são de uma faixa etária dos zero aos doze anos, logo actua temporariamente, havendo três técnicos e dezanove funcionários a colaborar.

Os serviços prestados por esta instituição passam pelo centro de atendimento, ou seja, aquelas crianças cujos pais não conseguem proporcionar as condições mínimas exigidas, podendo ter sido abandonadas ou retiradas permanentemente aos pais; e pelo centro de emergência, ou seja, um serviço de acolhimento temporário reduzido.

Não tem por base objectivos definidos, apenas empenha-se na persecução da procura de uma melhor qualidade de vida das crianças. Como é óbvio todas as crianças têm uma família, ainda assim o seu desinteresse leva a que a maior parte das crianças partam para a adopção, porque os membros da sua família tendem a fazer visitas cada vez mais espaçadas, aparecendo apenas no aniversário e no natal; apesar desta situação as crianças mostram sempre vontade de ir a casa em épocas festivas, pois estas tendem a culpabilizar-se por a família as ter abandonado. Este comportamento existe devido ao vínculo criado com alguns pais sendo por isso mais desejável que as crianças sofram a separação o mais precoce possível.

Um dos problemas que existe entre a família biológica e a instituição é o das etnias e dos costumes que dentro da mesma não podem ser continuados. Atingida a idade máxima de acolhimento, as crianças destabilizam um pouco mas os psicólogos incutem na criança que só quando aparece uma outra instituição com nas mínimas condições é que elas serão transferidas nunca perdendo o contacto com a antiga “casa”.

A Terra dos Homens acolhe não só crianças de Amarante mas também do Porto, Gondomar, Lousada e Gaia. Muitos são os casos de irmãos que não se querem separar mas que com o tempo vão sendo adoptados por famílias diferentes. Todos os casais que quiserem adoptar terão de passar por uma avaliação sobre as condições necessárias e são apresentados ás crianças como amigos. À partida nenhuma criança rejeita ninguém e normalmente devido á falta de afecto elas tendem a abraçar as pessoas novas que aparecem.

A maioria das crianças frequenta a escola e todas elas se ajudam mutuamente sendo o material escolar oferecido pelas escolas, assim como os jogos e as enciclopédias. A segurança social financia a instituição e todos os anos a câmara concede um subsídio, já para não falar nos donativos que vão sendo efectuados.

Nesta casa de acolhimento não é permitido voluntariado porque normalmente quem vai para isso não sabe exactamente para o que vai, e quer sempre fazer aquilo que mais lhe convém e não o que é necessário e isso destabiliza muito a instituição e as crianças.

As Crianças são o melhor do mundo

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Governo apoia reintegração social de reclusos

O Governo dos Açores comprometeu-se a apoiar, a partir de hoje, a reintegração de reclusos com penas até dois anos e de condenados com dívidas ao Estado através da criação de postos de trabalho não remunerado na Administração Pública Regional.

A medida, prevista no Código Penal, passa a ser concretizada através da prestação de serviço a favor da comunidade e da substituição da multa por trabalho.

A cerimónia de assinatura, em Angra do Heroísmo, do protocolo de cooperação entre a Direcção Geral de Reinserção Social e a Direcção Regional de Organização e a Administração Pública foi presidida pelo vice-presidente do Governo, em representação do chefe do Executivo.

Sérgio Ávila realçou o cumprimento, por parte do Governo, de “três grandes objectivos” com esta iniciativa, nomeadamente, “a utilidade comunitária do serviço prestado, o carácter formativo dos trabalhos a executar e a criação de condições para favorecer a inserção social”.

O governante salientou a importância da função pública regional contribuir para a criação de uma “segunda oportunidade” junto da comunidade prisional, onde, explicou, “a penalização não seja encarada como um castigo, mas como uma oportunidade de reintegração”.

Segundo adiantou, as áreas ligadas ao Ambiente e aos Assuntos Sociais são aquelas que preferencialmente receberão os indivíduos sentenciados.

“Estas penas alternativas de trabalho em prol da comunidade são, sem dúvida, um caminho que deve ser incentivado e prosseguido no sentido de termos uma sociedade moderna e justa”, disse.

Por seu turno, a directora geral da Reinserção Social, Leonor Furtado, prestou um agradecimento público ao Governo Regional, classificando o presente acordo como um “acto de verdadeira cidadania” e de “reforço da solidariedade”.