No dia 10 de Fevereiro de 2009, no âmbito da disciplina de Área Projecto, o grupo da reintegração social, dirigiu-se a Amarante, à instituição Terra dos Homens, para lá obter mais informações acerca da mesma.
Numa entrevista a uma técnica da segurança social ficamos a saber que a instituição existe à dez anos;
As crianças com quem a instituição trabalha normalmente são de uma faixa etária dos zero aos doze anos, logo actua temporariamente, havendo três técnicos e dezanove funcionários a colaborar.
Os serviços prestados por esta instituição passam pelo centro de atendimento, ou seja, aquelas crianças cujos pais não conseguem proporcionar as condições mínimas exigidas, podendo ter sido abandonadas ou retiradas permanentemente aos pais; e pelo centro de emergência, ou seja, um serviço de acolhimento temporário reduzido.
Não tem por base objectivos definidos, apenas empenha-se na persecução da procura de uma melhor qualidade de vida das crianças. Como é óbvio todas as crianças têm uma família, ainda assim o seu desinteresse leva a que a maior parte das crianças partam para a adopção, porque os membros da sua família tendem a fazer visitas cada vez mais espaçadas, aparecendo apenas no aniversário e no natal; apesar desta situação as crianças mostram sempre vontade de ir a casa em épocas festivas, pois estas tendem a culpabilizar-se por a família as ter abandonado. Este comportamento existe devido ao vínculo criado com alguns pais sendo por isso mais desejável que as crianças sofram a separação o mais precoce possível.
Um dos problemas que existe entre a família biológica e a instituição é o das etnias e dos costumes que dentro da mesma não podem ser continuados. Atingida a idade máxima de acolhimento, as crianças destabilizam um pouco mas os psicólogos incutem na criança que só quando aparece uma outra instituição com nas mínimas condições é que elas serão transferidas nunca perdendo o contacto com a antiga “casa”.
A Terra dos Homens acolhe não só crianças de Amarante mas também do Porto, Gondomar, Lousada e Gaia. Muitos são os casos de irmãos que não se querem separar mas que com o tempo vão sendo adoptados por famílias diferentes. Todos os casais que quiserem adoptar terão de passar por uma avaliação sobre as condições necessárias e são apresentados ás crianças como amigos. À partida nenhuma criança rejeita ninguém e normalmente devido á falta de afecto elas tendem a abraçar as pessoas novas que aparecem.
A maioria das crianças frequenta a escola e todas elas se ajudam mutuamente sendo o material escolar oferecido pelas escolas, assim como os jogos e as enciclopédias. A segurança social financia a instituição e todos os anos a câmara concede um subsídio, já para não falar nos donativos que vão sendo efectuados.
Nesta casa de acolhimento não é permitido voluntariado porque normalmente quem vai para isso não sabe exactamente para o que vai, e quer sempre fazer aquilo que mais lhe convém e não o que é necessário e isso destabiliza muito a instituição e as crianças.
As Crianças são o melhor do mundo
